Os presidentes do Democratas
(DEM) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) informaram neste sábado (30) o
cancelamento da fusão que estava sendo negociada entre as duas siglas. Segundo
os dirigentes, não houve consenso interno em torno da divisão do comando da
legenda que surgiria a partir da fusão.
O presidente nacional do PTB,
deputado federal Benito Gama (BA), afirmou que existia uma expectativa de as
duas legendas concluírem as negociações até esta sexta-feira (29), no entanto,
explicou, não houve consenso em relação à composição do diretório que seria formado
após a fusão partidária.
Segundo Gama, o DEM exigiu que
os atuais integrantes do partido tivessem uma participação maior no diretório
nacional da nova sigla. “Tínhamos combinado 50% para cada diretório, e veio a
proposta de 60% para o DEM. Não deu tempo de discutir”, ressaltou.
O presidente do DEM, senador
José Agripino Maia (RN), negou que seu partido tivesse exigido mais cadeiras no
diretório nacional da futura sigla para formalizar a fusão.
Segundo ele, o principal
impasse ocorreu em relação à quantidade de votos necessários para tomar as
decisões dentro da executiva do novo partido. “Os Democratas colocaram como
condição a definição da governança para certas matérias serem por 3/5, e o PTB
não aceita”, alegou Agripino.