Dois magistrados do Tribunal
de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) alegaram suspeição para assumir
processo que analisa o envolvimento do juiz José Dantas Lira na concessão de
liminares fraudulentas.
Em apenas 24 horas, o
corregedor do TJ, Carlos Santos, que presidia o inquérito saiu de férias, e os
magistrados Herval Sampaio e Expedito Ferreira declinaram da presidência. Até o
início da noite de ontem, nenhum juiz havia sido designado para o caso.
Na última terça-feira, o
Ministério Público acusou o juiz da 2ª Vara Cível de Ceará Mirim, José Dantas
Lira, de comandar um suposto esquema de fraude de liminares. Mandados de busca
e apreensão foram cumpridos no município, em Natal e Parnamirim.
De acordo com o ente, o
esquema objetivava facilitar a obtenção de empréstimos consignados para
servidores em dificuldades financeiras.
O filho do magistrado, José Dantas de Lira Junior; o advogado Ivan
Holanda; o corretor de empréstimos, Paulo Aires Pessoa, e um servidor do
Judiciário, identificado apenas como Clístenes, também faziam parte do esquema.
O MPRN solicitou o afastamento imediato do juiz.