O deputado Luiz Couto (PT) revelou na segunda-feira (30), da
tribuna da Câmara Federal, que teve que suspender todos os compromissos
marcados para esse final de semana, depois de ser informado que o serviço de
inteligência da Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba detectou
que dois pistoleiros alagoanos estariam em João Pessoa para executar dois
militantes que combatem o crime organizado: ele e a advogada Valdênia Paulino,
ouvidora de Polícia do Estado.
Couto disse que ficou surpreso quando desceu no aeroporto
Castro Pinto, sexta-feira (27), e encontrou uma escolta de policiais militares,
além dos agentes federais que já fazem a sua segurança, e que nesse momento foi
notificado pela Superintendência Regional da Polícia Federal para suspender
todas as atividades públicas previstas para o final de semana porque, segundo o
delegado responsável, "havia uma majoração do risco à integridade física deste
parlamentar".
Luiz Couto informou que os criminosos seriam contratados por
R$ 500 mil e a transação desses valores teriam sido articuladas pelo
ex-policial militar Luiz Quintino de Almeida Neto, expulso da PM paraibana em
consequência das inúmeras denúncias feitas pela ouvidora Valdênia e por ele.
"Quintino foi preso durante a operação Squadre", lembrou.
O parlamentar afirmou ter recebido denúncia de que parte do
dinheiro – R$ 300 mil - teria sido transportado numa viatura da Secretaria de
Administração Penitenciária (Seap) conduzida por Dinamérico Cardim, agente
penitenciário que supostamente fez o carregamento do dinheiro numa caminhonete
do Grupo Penitenciário de Operações Especiais da Paraíba (Gpoe), pertencente à
Seap.
