Um relatório do Instituto de Meio Ambiente e Recursos
Naturais (Ibama) no RN, distribuído ao Ministério Público do Estado em São
Gonçalo do Amarante, levou a promotora Lucy Filgueira Peixoto a abrir um
inquérito civil para “apurar a realização de ações de fiscalização e controle
de risco aviário na ASA do Novo Aeroporto de São Gonçalo do Amarante”.
“Na realidade, o inquérito é de caráter preventivo. Área de
proteção aeroportuária não pode ter urubu, lixão. Esse trabalho já existe no
Aeroporto Augusto Severo. Há um mês, o Ibama detectou áreas de risco, focos de
lixão no entorno do novo aeroporto. Esses lixões podem atrair aves, que põem em
risco as aeronaves”, explicou por telefone a promotora Lucy Peixoto.
Agora, a promotora pretende oficializar os órgãos ambientais
de São Gonçalo do Amarante para que tome ciência da situação e adote medidas,
sob pena de o assunto ser judicializado. Os responsáveis pelo fomento dos focos
de lixões poderão ser punidos.
Caso o episódio evolua para a esfera judicial, será mais um
capítulo da novela do aeroporto.
Na sexta-feira (30), o Departamento de Estradas de
Rodagem convocou licitação para para a readequação do projeto dos acessos ao
aeroporto, após o Idem descobrir uma porção de mata atlântica no meio do
projeto original.
Como o secretário do DER, Demétrio Torres, tem evitado a
imprensa e manda avisa que só dá entrevistas pessoalmente – marcadas com
antecedência e desmarcadas por ele em cima da hora, ainda não se sabe se os
prazos para entrega das obras, orçadas em R$ 72 milhões, serão mantidos. O
aeroporto deve entrar em operação em abril.