5 de agosto de 2013

Procurador-Geral de Justiça desagrada promotores do RN

De um lado, os procuradores querem manter os assistentes ministeriais que ocupam cargos comissionados. Do outro, o novo Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis, quer cortar gastos e conter despesas.

No meio disso tudo, um processo que tramita no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para impedir que os cargos sejam extintos e que os respectivos ocupantes deles sejam exonerados.

O processo aberto por 20 dos 21 procuradores de Justiça  que integram o Colégio de Procuradores é bastante rígido contra o PGJ, que, mesmo afirmando estar considerando um clima de normalidade, é tratado com características de ditador.

De acordo com o documento Fênix/CNMP 4473/2013, o procurador anuncia mudanças com “um tom impositivo, unilateral e ameaçador”. Para os procuradores, as atitudes de Rinaldo são “clara afronta à autonomia e à  independência funcionais dos procuradores”.

Os membros do Ministério Púlico do Rio Grande do Norte (MPRN) dizem isso porque, segundo o Artigo 127 da Constiçtuão Federal,  é garantida a independência. No entendimento da maioria do Colégio, do qual Rinaldo Reis é também presidente por ser o PGJ, o chefe do Ministério Público está indo de encontro à Carta Magna.

Para Rinaldo, essa medida é apenas “um desentendimento”, quanto à divergência de pensamentos no assunto.

O procurador-geral de Justiça, por sua vez, discorda do entendimento da maioria do Colégio. Ele disse que está ciente das adjetivações que constam no documento e confirma que tem um posicionamento distinto da praticada dos colegas de segunda instância do MP.

“No meu entendimento, não sou obrigado a acatar a decisão do Colegiado. Eles estão com um mandato de segurança e uma liminar que impede que eu faça as exonerações e as extinções do cargo. Vou respeitar. Mas, depois que for julgado o mérito [caso desfavorável ao Colégio], não tenho mais porque não fazer”, disse ao garantir que tem o apoio de todos os demais membros e servidores que fazem parte da PGJ.